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Arquivo Casa de Pindela

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Arquivo Casa de Pindela

Detalhes do registo

Informação não tratada arquivisticamente.

Nível de descrição

Fundo   Fundo

Código de referência

PT/MVNF/ACP

Tipo de título

Atribuído

Título

Arquivo Casa de Pindela

Datas de produção

1526-05-12  a  1924 

Entidade detentora

Município de Vila Nova Famalicão - Arquivo Municipal Alberto Sampaio

História administrativa/biográfica/familiar

O Arquivo Casa de Pindela (ACP) foi incorporado no Arquivo Municipal Alberto Sampaio (AMAS), após a celebração do contrato de doação, que foi deliberado e aprovado na Câmara Municipal de V.N. Famalicão, em Reunião de Câmara ordinária e pública de 5 novembro de 2015.A doação foi realizada pelos representantes da família da Casa de Pindela, os dois filhos de João Afonso Simão Pinheiro Lobo de Figueira Machado, do 3º Visconde de Pindela, nomeadamente Maria Amália Helena da Assunção Pinheiro Lobo de Figueira Machado (1924- ) e Vicente Maria Miguel Bernardo Pinheiro Lobo de Figueira Machado (1925-2018).Esta doação é constituída por documentos de natureza diversa - desde peças judiciais, testamentos a correspondência e outros. Como se refere no contrato de doação, o acervo documental estava dividido em duas partes, a primeira com o nome de Arquivo Particular da Casa de Pindela (APCP), sendo constituído por escrituras de natureza diversa e peças judiciais, testamentos, correspondência e outros; A segunda parte do acervo documental, a que a entidade doadora apelidou Espólio Epistolar dos Viscondes de Pindela (EEVP) é constituída por correspondência recebida e enviada a personalidades célebres dos meios políticos, diplomáticos e culturais dos séculos XIX e XX. Este acervo não possuía qualquer organização.A documentação do primeiro acervo foi organizada e arquivada em pastas pelo do Abade de Tagilde, a pedido de Vicente Pinheiro, 2° Visconde de Pindela. João Gomes de Oliveira Guimarães (1853-1912), mais conhecido por abade de Tagilde, foi um sacerdote católico, político e historiador, pioneiro em Portugal dos estudos de história local e um dos principais especialistas em Paleografia, Diplomática e Epigrafia, organizador da coletânea de documentos históricos Vimaranis Monumenta Historica.É desejo, conforme o contrato de doação, que os acervos "APCP e o EEVP sejam disponibilizados aos interessados e estudiosos em termos que garantam a sua melhor preservação e, simultaneamente, assegurem a indissociável ligação entre os referidos acervos e a seis vezes secular Casa de Pindela".A Arquivística é a ciência que estuda a dimensão sistémica de um arquivo (sistema que engloba a informação social materializada em qualquer suporte, configurado pela sua natureza orgânica, funcional e a natureza histórica ou de memória). A Arquivística situa-se no campo da Ciência da Informação, em que objeto científico já não é o documento de arquivo, mas sim a informação que o documento possui. Assim, a fase em que se encontra a Arquivística é a pós-custodial, uma fase em que o paradigma emergente é informacional e científico, ultrapassando a fase patrimonial e custodial. As práticas informacionais realizadas sobre os dois acervos doados decorrem e articulam-se dentro deste novo paradigma de gestão da informação interpretativo do contexto funcional, tornando o arquivo a estudar num sistema de informação para o preservar e o tornar acessível pelo público. Assim, o trabalho de arquivística efetuado na organização e na estrutura dada a estes dois acervos (APCP e EEVP) não permite em termos intelectuais esta cisão. Optou-se pela designação Arquivo Casa de Pindela porque há uma unicidade dos acervos doados, pois pertencem à mesma história biográfica, familiar e administrativa da Casa de Pindela, ao longo de quinze gerações e seis subsistemas de famílias interligados, nomeadamente António Machado da Guerra, Casa Refalcão, Condes de Arnoso, Casa de Vila Real, Braamcamp de Almeida Castelo-Branco, Rangel e Quadros. O acervo designado por APCP contém várias tipologias de documentos, como cartas de compras, aforamentos, sentenças de arrematação, escrituras de transação, escrituras de troca, arrendamentos, obrigações, escrituras a dinheiro, pagamentos, sentenças, cartas precatórias, sentenças cíveis, testamentos, minutas de testamentos, escrituras de casamento, certidões de legado de missas e apontamentos pessoais, etc. Este acervo diz respeito à 1ª Geração da família até à 15ª Geração. São sobretudo documentos provenientes da Administração da Casa de Pindela e são descritos na subsecção Geração correspondente. O acervo designado EEVP - correspondência dos Viscondes de Pindela - corresponde à 13ª, 14ª e 15ª Geração da Família da Casa de Pindela (1º, 2º e 3º Visconde de Pindela), na série Correspondência.A organização física dos documentos doados, conforme a numeração e arrumos efetuados, no século XIX e início do séc. XX, pelo Abade de Tagilde, conservado em pastas originais, não pressupõe os valores atuais da preservação e da conservação de documentos, de modo que todos os documentos foram sujeitos a limpeza e acondicionados em caixas acid free, tendo sido atribuído uma cota, seguindo a política de atribuição de cotas estabelecida no arquivo municipal. As pastas originais ficaram igualmente arquivadas nestas condições. A menção de proveniência de origem – APCP ou EEVP – fica registada nos documentos respetivos.

Localidade

Estrutura interna/genealogia

Árvore Genealógica da Casa de Pindela - https://agcasadepindela.wordpress.com/

Âmbito e conteúdo

BibliografiaAlmada, V. (1884). As Ilhas de São Tomé e Principe: notas de uma administração colonial. Lisboa: Typ. da Academia Real das Sciencias.Almada, V. (1928). Lugares selectos da biblioteca colonial portuguesa: as ilhas de S. Tomé e Príncipe - 1884 (notas de uma administração colonial): os colonos. S. Tomé e Príncipe, 179-187.Almada, V. (1968a). Os frutos da terra. Em Presença do arquipélago de S. Tomé e Príncipe na moderna cultura portuguesa / Amândio César (pp. 73-76). S.Tomé: Câmara Municipal.Almada, V. (1968b). S. Tomé na segunda metade do século XIX. Em Presença do arquipélago de S. Tomé e Príncipe na moderna cultura portuguesa / Amândio César (pp. 72-73). S. Tomé: Câmara Municipal.Arnoso, C. de. (1895). Jornadas pelo Mundo: I - Em caminho de Pekin. II - Em Pekin. Porto: Magalhães & Moniz Editores.Arnoso, C. de, & Queirós, E. de (pref). (1921). Azulejos. Lisboa: Portugal-Brasil.Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Arquivo Municipal Alberto Sampaio. (2017). Inventário Arquivo Casa de Pindela (não publicado). V.N. Famalicão.Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. (2015). Reunião ordinária pública da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão realizada no dia 05 de novembro de 2015. V.N. Famalicão. Obtido de https://www.cm-vnfamalicao.pt/05-de-novembro-de-2015--quintafeira--10h00&mop=1325Castro, A. de. (1961). Conferência: O Conde de Arnoso. Revista de Guimarães, (71). Obtido de https://www.csarmento.uminho.pt/site/s/rgmr/item/57200#?c=0&m=0&s=0&cv=0Gaio, F. (1938). Nobiliário de Famílias de Portugal. Braga: Agostinho de Azevedo Meirelles, Domingos de Araújo Affonso. Obtido de https://purl.pt/12151/4/Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. (1995). Visconde de Pindela - S. Tiago da Cruz - Vila Nova de Famalicão. Em Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, vol. 21 (p. 703). Editorial Enciclopédia Lda.Guimarães, A. (1946). As Armas brancas do Solar de Pindela. Instituto para a Alta Cultura.Homem, A. (1998). O Primeiro Conde de Arnoso e o seu tempo. Boletim Cultural da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, II série(15), 71-84.Leal, P. (1873). Portugal antigo e moderno?: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias. Lisboa: Livr. Ed. de Mattos Moreira & Companhia. Obtido de https://archive.org/search.php?query=creator%3A%22Pinho+Leal%2C+Augusto+Soares+d%27Azevedo+Barb(...)Lucas, M. M. (1993). Organização do Império. Em História de Portugal (dir. José Matoso). Lisboa: Círculo de Leitores.Machado, J. A. (1999a). O Morgadio de Pindela. Ed. autor.Machado, J. A. (1999b). Súmula geracional da Casa de Pindela (não publicado).Machado, J. A. (2014). Momentos do meu sangue. Linda-a-Velha: DG Edições.Machado, J. A. (2018). Vicente Arnoso (3o Conde de Arnoso). Real Gazeta do Alto Minho, (18), 40-42. Obtido de https://issuu.com/joseanibalmarinhogomes/docs/18Machado, J. A., Castro, D. V. (il), & Leão, L. (col. (2019). Casas nobres famalicences (ou o que delas resta). V.N. Famalicão: Húmus.Pindela, 1o Visconde de. (1900). Duas revoluções. Revista de Guimarães, (17a). Obtido de https://www.csarmento.uminho.pt/site/s/rgmr/item/57200#?c=0&m=0&s=0&cv=0Portugal. Ministério da Cultura. Direção-Geral do Património Cultural. Sistema de Informação para o Património Arquitectónico. (1996). Casa, Quinta e Mata da Pindela. Obtido de http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=1144Portugal. Ministério da Cultura. Direção-Geral do Património Cultural. (2012). Casa, quinta e mata de Pindela. Obtido de http://www.patrimoniocultural.gov.pt/en/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/cla(...)Rodrigues, A. (2009). O Gabinete do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra (1804-1808): Análise da produção informacional. Revista da Faculdade de Letras. História, 10(III Série), 71-90.Sampaio, V. B. (1676). Nobiliarchia Portugueza: Tratado da nobreza hereditaria, & politica. Lisboa: Officina de Francisco Villela. Obtido de http://digital.onb.ac.at/OnbViewer/viewer.faces?doc=ABO_%2BZ170808104Silva, A. M. (1997). Arquivos de Família e Pessoais. Bases teórico metodológicas para uma abordagem científica. Em Seminário Arquivos de Família e Pessoais (pp. 51-106). Vila Real: Associação Portuguesa Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas.

Sistema de organização

O Arquivo Casa de Pindela está organizado em 15 gerações da família. Organizado por secções, subsecções, séries e ordenado cronologicamente dentro das mesmas. Fazem parte deste sistema outros subsistemas de famílias: António Machado da Guerra e Ana Fagundes de Mendanha; Casa Refalcão; Condes de Arnoso; Casa de Vila Real; Braamcamp de Almeida Castelo-Branco; Rangel e Quadros.

Condições de reprodução

A reprodução de documentos encontra-se sujeita a algumas restrições tendo em conta o tipo dos documentos, o seu estado de conservação, o fim a que se destina a reprodução.

Idioma e escrita

Português, Latim, Francês, Alemão, Inglês, Castelhano, etc.

Instrumentos de pesquisa

Disponível no Sítio Web.